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Brexit: O que muda para os estudantes brasileiros

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Em 23 junho de 2016, a população do Reino Unido aprovou por 51,9% dos votos o plebiscito que perguntava se a região deveria deixar de ser membro da União Europeia, em um processo conhecido como ‘Brexit’, abreviação de Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída). Esta foi a primeira vez que um país decidiu acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que oferece a possibilidade de que um país decida voluntariamente abandonar a União Europeia.

Na última quarta-feira (29), a primeira-ministra britânica, Theresa May, assinou a carta de ruptura com o bloco e iniciou formalmente o processo de saída da região. Em seu pronunciamento no Parlamento, a premiê declarou: “O Reino Unido está deixando a União Europeia. Este é um momento histórico do qual não pode haver volta”.

Como esta é uma decisão sem precedentes, o mundo reagiu com ceticismo e dúvidas em relação ao futuro do Reino Unido, já que inúmeros acordos comerciais devem ser desfeitos – ou refeitos – e a situação migratória na região pode sofrer alterações.

Por isso mesmo, Theresa disse aos parlamentares que “é a hora de nos unirmos nesta casa e em todo o país para garantir que trabalhamos para o melhor acordo possível para o Reino Unido e para o melhor futuro para todos nós”.

Decisão ainda não afeta os brasileiros

Para quem pretende realizar um intercâmbio na Inglaterra ou Escócia, é importante ressaltar que ainda não haverá qualquer restrição a estrangeiros. De acordo com a Embaixada do Reino Unido em Brasília, até o momento nada muda para estudantes brasileiros, pois o processo de saída da União Europeia ainda está no início e as negociações podem durar até dois anos – são pelo menos 80 mil páginas de acordos que serão discutidos com os outros 27 países membros do bloco.

Por enquanto, as regras oficiais para estudantes estrangeiros permanecem intactas e qualquer modificação será anunciada pela Embaixada.

Quais documentos são necessários para fazer um intercâmbio no Reino Unido?

Se você pretende fazer um intercâmbio no Reino Unido, é preciso apresentar na imigração um passaporte com seis meses de validade a partir do fim dos estudos, a carta de matrícula oferecida pela escola de idioma que você estudará e a confirmação de onde você vai ficar hospedado (casa de família, hotel, residência estudantil etc.). Além disso, recomenda-se ter em mãos um seguro-viagem internacional válido para todo o período do curso. Mesmo que o Reino Unido não exija tal documento, é obrigatória a apresentação do seguro nos países vizinhos – além, é claro, da segurança que ele oferece em caso de uma emergência.

Como tirar visto para o Reino Unido

Além desses documentos, quem pretende ficar mais de 90 dias no país fazendo um curso de inglês precisa também tirar um visto de estudante, que deve ser solicitado no Brasil antes de viajar.

Quem vai fazer uma universidade no Reino Unido precisa tirar o visto chamado de Tier-4 – Student Visa. O formulário deve ser completado online e, depois, o requerente deve ir a um Centro de Aplicações de Vistos para entrega da documentação e coleta de dados biométricos – o centro está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “O requerente deve fornecer evidências de que está matriculado e tem recursos financeiros para cobrir toda a viagem, além de pagar as taxas consulares e uma espécie de seguro saúde obrigatório (healthcare surcharge)”, diz Rafael Carvalho, responsável pelo departamento de vistos do STB. De acordo com Carvalho, as taxas consulares para este pedido custam hoje EUR 328, e o seguro saúde custa EUR 200 por ano em que a pessoa permanecerá no Reino Unido*.

brasileiros que possuem passaporte europeu e pretendem fazer um curso de idiomas ou mesmo uma universidade podem continuar sem se preocupar com o visto. “O processo de revisão de todos os acordos que o Reino Unido possui deve levar alguns anos. Enquanto isso, o Reino Unido continua na União Europeia e absolutamente nada muda”, diz Carvalho.)

* Os valores foram consultado em abril de 2017 e estão sujeitos a alterações.

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