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Meus primeiros dias de trabalho voluntário na Índia


por Laura Neiva, de Jaipur, na Índia


Minha viagem para fazer trabalho voluntário no exterior começou com frio na barriga. Escolhi trabalhar no Centro de Recuperação de Animais em Jaipur, na Índia, que é um hospital veterinário criado para cuidar e tratar de animais feridos.

Como tenho uma relação muito forte com os animais, fiquei apreensiva por imaginar que veria alguns bichinhos sofrendo. Mas, na minha primeira semana de intercâmbio cultural aqui, já sinto que essa experiência será transformadora.

Logo no início, já viajamos seis horas de carro até Agra para conhecermos o Taj Mahal. O mausoléu foi construído pelo rei Shah Jahan para homenagear sua esposa preferida, que morreu ao dar a luz seu 14º filho.

 IMG_2402-225x300.jpg Usando sari =)

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 A foto do Taj Mahal é clichê, mas fui eu que fiz ;)

 

IMG_2403-300x225.jpgAndando de tuk-tuk!

Tudo é muito colorido e bonito por aqui –estou encantada pelas cores e pelas comidas que os indianos fazem--, mas o trânsito é caótico, com uma poluição sonora ensurdecedora.

Eu viajei bastante nos últimos dias, então pude ver bastante a vida das pessoas. Cada pedacinho daqui é cheio de informações: cores, cheiros, barulhos, timbres de voz (o timbre de voz dos indianos ao falar é bem mais agudo). E tudo é muito diferente da nossa cultura e dos nossos hábitos.

Quando cheguei a Jaipur, onde estou fazendo o trabalho voluntário, percebi que aqui é uma cidade muito mais organizada e mais moderna.

Estou hospedada na casa da família do Ninad Sharma, e todos estão sendo super gentis comigo. Eu nunca tinha feito yoga, e a mãe do Ninad me convidou para a prática. Fizemos no rooftop da casa, bem cedo, com o sol nascendo. Foi lindo! Super energizante! Agora quero fazer yoga até o final do meu intercâmbio! Nos próximos dias, ela vai me levar para comprar incensos e óleos especiais que só vendem por aqui!

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No meu primeiro dia de trabalho no Centro de Recuperação de Animais, minha função como novata foi lavar pratos! Cheguei bem na hora do almoço dos animais e fiquei meia hora só lavando a louça. Eles me apresentaram todo o lugar: as gaiolas, como eles dividem os bichos, o que aconteceu com cada um deles.

 Uma vaca no meio dos carros. E agora?IMG_2409-750x563.jpg

As vacas são animais sagrados por aqui e os indianos têm muito respeito por elas. Por isso, para onde você olhar, você encontrará uma. Até no meio da estrada! Algumas vezes, elas são atropeladas. Quando isso acontece, elas são enviadas para o Centro de Recuperação e o culpado pelo atropelamento vai preso.

O Centro de Recuperação tem dois caminhões que saem por Jaipur e pelas cidades vizinhas todos os dias, às 5h, e trazem para cá os animais que encontram pelas ruas.

Foi bem complicado ver bichinhos chorando e gritando de dor, mas amo os animais e quero muito ajudá-los nos meus próximos dias de trabalho voluntário no exterior --quero até fazer mais coisas desse tipo quando voltar ao Brasil!

No último sábado, logo depois do yoga, fui conhecer alguns templos daqui. Em um deles, há vários macaquinhos –eles têm até uma piscina só deles! Em um templo menorzinho, um homem me pegou pelo braço, marcou minha testa, passou um perfume em mim e amarrou uma pulseira no meu braço, dizendo que era para dar sorte. Conhecemos também um forte no qual as pessoas da família real daqui moravam.

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Quando voltei para casa, à tarde, chegaram algumas pessoas para trabalhar no jardim, e elas precisavam ir a uma vila afastada de Jaipur para pegar mudas. Eles nos convidaram para acompanhá-los e topamos ir junto. Foi um presente! Era uma vila muito pequena, muito pobre, moravam só umas 70 pessoas em duas casas e todos faziam parte de uma única família.

As mulheres de lá mostraram tudo, nos levaram para conhecer a casa, foi muito lindo! E eles não paravam de trazer comida! Depois, no caminho até o carro, a família toda foi seguindo a gente e tirando fotos --eles amam tirar foto com o ocidentais!

Conheci também um ashram a uns 15 min de Jaipur. Lá, você tira os sapatos quando entra no salão e depois fica sentada por uma hora meditando. Então, vem alguém que te explica os benefícios da meditação e as pessoas te servem um café da manhã antes de ir embora. Apesar de não ter conseguido meditar mesmo, eu tive uma sensação muito boa! Foi uma experiência incrível!

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Também quer fazer trabalho voluntário no exterior? Conheça mais sobre o programa que a Laura Neiva está fazendo na Índia com o STB!

Laura Neiva

Laura Neiva

Laura, paulista, se tornou protagonista, ainda adolescente, de “À Deriva”, premiado filme de Heitor Dhalia, exibido em Cannes e outros festivais por todo o mundo. Ela é fidèle da Chanel, espécie de embaixadora da marca, que veste as roupas e é convidada para os eventos da maison pelo mundo – a única brasileira a ocupar este posto, diga-se. Laura segue atriz – divide-se entre trabalhos na Globo e observações do tablado com Antunes Filho. Com o STB, ela quer aprimorar seu inglês em NY. Acompanhe: @neivalaura

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