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4 razões para aguentar a saudade e evitar a visita de pais e amigos durante o High School

Por mais acolhedora que seja a sua host family, por mais divertidas que sejam as aulas e por mais incríveis que sejam os seus novos amigos de escola, é natural que a saudade de casa – a conhecida homesick - possa surgir vez ou outra durante o seu período de High School no exterior.

E se, em meio a um mar de novidades e experiências, você está sujeito a conseguir arrumar um tempinho para sentir saudades de casa, quem ficou no Brasil pode ser ainda mais afetado por este sentimento. É isso que motiva algumas famílias a programar viagens de férias para visitar seus filhos durante o intercâmbio.

Mas, por mais inofensivas que possam parecer, especialistas afirmam que visitas de pais e amigos durante o intercâmbio podem ser prejudiciais para os alunos de High School. 

1. As visitas podem atrapalhar o processo de adaptação 

Duas skatistas se abraçam de frente para o mar

O processo de ambientação e adaptação à nova rotina pode demorar mais ou menos tempo de acordo com cada perfil de estudante, mas sempre acontece de forma gradual. Aos poucos, você se acostumará com a nova casa, com o transporte público da cidade, o método de ensino das aulas, o clima do país e as demais mudanças que o intercâmbio proporciona. Mas a visita de um amigo ou parente brasileiro nesse meio tempo pode representar uma quebra indesejada neste processo. “A visita dos pais gera uma ruptura na adaptação e na rotina do estudante no intercâmbio, fazendo com que ele precise se adaptar novamente”, explica Rosana Lippi, gestora dos programas de High School do STB.

É claro que, muitas vezes, a ideia de fazer estas visitas parte dos próprios parentes do estudante, que têm curiosidade de conhecer de perto a nova realidade dos filhos ou pretendem auxiliá-lo de alguma forma durante o processo de adaptação.

O problema é que, além de interferir no andamento do intercâmbio, estas atitudes também podem ter impacto negativo em longo prazo. Segundo a comunicóloga Van Marchetti, o excesso de preocupação e a interferência dos pais no dia a dia dos filhos durante a adolescência podem acabar atrapalhando a vida adulta deles. “Como pais, devemos ter em mente que proteção e superproteção são coisas bem distintas. A primeira demonstra para o jovem uma sensação de segurança e acolhimento. Já a segunda, ao longo do tempo, produz adultos inseguros e com sua autoconfiança drasticamente abalada, prejudicando-os em todas as situações na vida pessoal e na carreira”, afirma.

Não por acaso, muitos alunos relatam que o tempo longe da família e dos amigos brasileiros foi benéfico para seu processo de adaptação durante o intercâmbio. É o caso da estudante Giulia Granchi, hoje com 20 anos, que participou do programa de High School nos Estados Unidos em 2012. “Acho que uma visita dos meus pais poderia ter causado uma confusão na minha cabeça e até impedido que eu criasse laços mais profundos com meus host parents”, afirma.

2. Voltar a falar português diariamente pode atrapalhar o aprendizado do idioma

Quatro amigas se abraçam durante o High School

A presença e a convivência com amigos ou parentes brasileiros, inevitavelmente, farão com que você volte a falar português com mais frequência – o que pode atrasar o seu processo de aprendizado e aperfeiçoamento do inglês.

No início, por exemplo, é comum que o aluno ainda precise fazer traduções mentais do português para o inglês antes de falar, ou que tenha dificuldades para manter diálogos mais aprofundados sobre determinados assuntos.

Com o passar do tempo e a maior imersão na língua inglesa, porém, este processo vai se tornando cada vez mais natural, até atingir o ponto em que pouco ou nenhum esforço seja necessário. Por isso, quanto menos você falar em português durante este processo, mais rápido atingirá a fluência no inglês.   

3. Afastar-se dos amigos e lidar com a saudade fazem parte do aprendizado

Jovem lidando com a liberdade de estar sozinha no exterior

Deparar-se com a saudade faz parte do processo de autoconhecimento pelo qual você passa durante o intercâmbio. Isso porque, tendo que lidar com o sentimento sozinho, você acabará descobrindo e desenvolvendo estratégias próprias para lidar com ele – o que também contribui para o desenvolvimento de outros valores importantes, como autoconfiança e independência.       

O método que a estudante Giulia encontrou para driblar a saudade durante o seu High School foi se manter sempre ocupada. “Foram seis meses de muitas atividades e informações novas, então acabei me distraindo. Acho que quando a saudade aperta é importante focar nas experiências novas que você ainda tem para viver”, diz.

É justamente isso que a gestora dos programas de High School do STB, Rosana Lippi, aconselha fazer. “O constante contato com os que ficaram no Brasil atrasa a adaptação do aluno e interfere no seu convívio tanto na casa de família como na escola. Para driblar a saudade, participe de atividades na escola, com a família e na comunidade”, diz.

4. Há outras formas de driblar a saudade

Menina usa o computador deitada na cama durante o intercâmbio para conversar com a família

Não é como se uma visita presencial fosse a única oportunidade de colocar o papo em dia. Sempre que a saudade apertar, não faltarão possibilidades de se comunicar com aqueles que ficaram no Brasil!

Por meio de fotos e redes sociais, seus pais e amigos poderão se sentir mais próximos de você, acompanhar sua rotina e ficar por dentro das suas novidades. Além disso, vocês também poderão conversar sempre que sentirem necessidade por telefone ou chamadas de vídeo.  

Segundo Rosana, o mais indicado é fazer esse contato uma vez a cada 15 dias ou, no máximo, uma vez por semana para que ele também não prejudique a rotina do seu intercâmbio. 

 E se, ainda assim, eu quiser receber a visita dos meus pais?

Rosana explica que, se os pais e o estudante fizerem mesmo questão de que a visita aconteça, o ideal é que ela seja feita no final do programa. Assim, os problemas relacionados à adaptação e ao aprendizado são evitados e a família pôde, inclusive, aproveitar para emendar em uma viagem pelo país.       

O estudante Diego Victorazzo Leo, 16 anos, que morou e estudou por um ano no Kansas, nos Estados Unidos, conta que queria muito que suas famílias (a brasileira e a americana) se conhecessem, mas que seus pais preferiram aguardar para fazer a visita após o término do programa.  “Eles diziam que a visita poderia interferir no meu desempenho e foco, pois eu já estava com muita saudade, e que vê-los poderia aumentar este sentimento”, afirma o estudante.

Depois de o programa de intercâmbio de Diego ter acabado, seus pais foram buscá-lo para conhecer sua host family. “Hoje eu também acredito que a visita poderia ter me prejudicado”, diz. E, além de ter dado o espaço que Diego precisava para viver esta experiência no exterior, a decisão de visitá-lo apenas neste momento ainda trouxe outra vantagem: as duas famílias seguiram juntas para a Califórnia, onde fizeram uma road trip de dez dias para encerrar essa experiência de forma inesquecível!
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