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TRABALHO VOLUNTÁRIO NO EXTERIOR: 3 LIÇÕES SOBRE EMPODERAMENTO FEMININO

As últimas eleições foram históricas para o Sri Lanka, que elegeu mais mulheres do que nunca em 2018. Com uma representação política que não chegava a 2%, o país viu o número de mulheres triplicar no setor público.

Embora o aumento considerável, a igualdade de gênero ainda está longe da realidade. Estima-se que o número de mulheres que ocupam cargos de diretoria em grandes empresas do país não chegue a 8%. Sem contar a disparidade de oportunidades nas áreas de educação e saúde, que se tornam ainda maiores em regiões diretamente afetadas pela Guerra Civil que assolou o país entre 1983 e 2009.

Por isso, contar com mecanismos que ajudem a combater a desigualdade de gênero é fundamental para o Sri Lanka. O Trabalho Voluntário de Assistência à Mulher, desenvolvido pela IDEX, é uma das iniciativas que têm a missão de ampliar as oportunidades para as mulheres no país, ajudando-as a terem uma vida mais saudável e autossuficiente por meio de atividades de capacitação e inteligência emocional. 

A estudante Laura Catel participou do programa em 2018 e compartilha com o Blog do Intercâmbio três lições que aprendeu durante a sua experiência. Confira!

TODA MULHER É EMPODERADA

“Participar desse programa mudou totalmente a minha percepção sobre empoderamento feminino. A gente costuma ter na cabeça a ideia de que mulher empoderada é somente aquela que trabalha fora, ganha o seu próprio dinheiro e tem a sua independência. Mas eu aprendi que empoderamento é muito mais do que isso. O empoderamento pode estar em qualquer mulher, seja ela uma intelectual, executiva ou uma dona de casa que cuida dos filhos.”

APRENDA A OUVIR OUTRAS MULHERES

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“Quando a gente resolve fazer um trabalho voluntário, principalmente um programa como esse, onde você tem a missão de empoderar outras pessoas, é comum que você se sinta responsável por transmitir uma mensagem ou experiência de vida capaz de transformar algumas das situações com as quais se depara. Nesse processo, podemos acabar esquecendo que nem sempre o outro – seja por conta da sua cultura ou da sua vivência – vai concordar com a sua solução. Às vezes, a gente acaba não se abrindo para outros pontos de vista. Então, uma das minhas maiores lições foi aprender a ouvir a história de outras mulheres.  

Para nós, que vivemos na cultura brasileira, é difícil imaginar que uma pessoa seja feliz sem poder usar um biquíni para ir a piscina ou a praia, por exemplo.  Às vezes, a gente simplesmente julga que a pessoa é infeliz, e ela não é.  Então, além de ouvir a história de outras mulheres, foi muito importante aprender a respeitá-las e entender que é possível ser feliz vivendo de um jeito que não é igual ao meu. Claro que, durante o programa, a gente tentou levar um novo ponto de vista para que essas mulheres tenham a oportunidade de descobrir novas maneiras de pensar. Mas a troca que aconteceu foi muito maior do que eu imaginava. Elas também acabaram dando um novo ponto de vista para mim, o que eu considero ser o meu maior aprendizado."

Trabalho-Voluntario-Exterior-Mulheres --EMPODERE MULHERES. EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO!

“O Sri Lanka é um país conservador e também muito machista. Quando cheguei lá, descobri coisas que me deixaram muito chocada. Sei que um mês de projeto não é o suficiente para mudar o pensamento de um grande grupo de pessoas, mas só o fato de poder deixar um ponto de interrogação na cabeça de mulheres que nunca refletiram sobre a importância de ocupar o seu espaço no mundo já vale muito a pena. Oferecer respeitosamente uma nova perspectiva pode ser o início de uma grande mudança na vida de alguém.

Hoje, eu tento levar o empoderamento feminino comigo todos os dias, seja em uma discussão com amigos, em casa ou na internet. Acredito que seja um processo de mudança gradual. Aos poucos, as pessoas vão mudando e se desconstruindo. Qualquer coisa que te tire da sua zona de conforto e te faça ter uma nova visão de mundo é válida. Ao participar desse projeto, sai da minha bolha e não tenho palavras para explicar o quanto foi transformador. Hoje, eu espero causar nas pessoas o mesmo impacto que elas tiveram em mim.”

Gostou da experiência da Laura? Faça como ela e participe de um Programa de Trabalho Voluntário no Exterior

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