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14 MULHERES VIAJANTES PARA INSPIRAR SEUS PLANOS

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Se já é extremamente inspirador cruzar o caminho com uma mulher que transformou a sua vida por meio de uma viagem, imagina conhecer as histórias daquelas que abriram as portas para que isso fosse uma possibilidade para cada vez mais mulheres?

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, escolhemos compartilhar a história de 14 mulheres incríveis que decidiram viajar para superar estereótipos e costumes sociais e, nesse processo, mudaram não apenas suas próprias vidas, mas o curso da história, com suas ousadas explorações e viagens inspiradoras. Confira!

Jeanne Baret

No século 18, os homens dominavam o mar e a única maneira de Jeanne Baret ter a oportunidade de explorar o mundo era fingindo ser um deles. Disfarçada de homem, ela se juntou a uma expedição mundial da marinha francesa, tornando-se a primeira mulher a circunavegar o globo.

Com os seios enfaixados e na companhia de 300 homens, ela desafiou o decreto real francês que proibia mulheres a bordo de navios e rodou o planeta para aprofundar seus conhecimentos sobre botânica. Quando voltou, não havia ninguém no cais para recebê-la e seu feito só foi reconhecido anos depois. Um aventureira sem fã-clube, que mudou a história com suas descobertas.

Bessie Coleman

Bessie Coleman enfrentou a discriminação racial e de gênero para se tornar a primeira mulher negra a pilotar no mundo. Banida das escolas de aviação em sua terra natal, os Estados Unidos, ela aprendeu francês sozinha e viajou para a França, onde obteve sua licença de piloto em 1921, dois anos antes de sua contemporânea mais famosa, Amelia Earhart.

Como uma das primeiras aviadoras civis americanas, ela se tornou piloto de acrobacias e uma verdadeira sensação na mídia. Chamada de “Rainha Bess”, Coleman voou por todo os Estados Unidos, obstinada a promover a aviação e combater o racismo, recusando-se a participar de eventos de aviação que proibiam a presença de negros e dando palestras para arrecadar fundos para uma escola de aviação afro-americana.

Nellie Bly

Planejar uma viagem de volta ao mundo hoje em dia já um desafio e tanto, imagina fazer isso nos anos 1880. Pois bem, foi nessa época que Elizabeth Jane Cochran, sob o pseudônimo de Nellie Bly, propôs-se a vencer o desafio do livro “Volta ao Mundo em 80 dias”, de Júlio Verne.

A aventura foi finalizada em 72 dias, batendo o recorde mundial que ela manteve por alguns meses. Pioneira do jornalismo investigativo, Bly ganhou espaço nos jornais com o seu feito, abrindo o caminho para outras mulheres repórteres de sua época.

Suas histórias trouxeram reformas radicais em asilos, fábricas exploradoras, orfanatos e prisões, além de terem tido importância na cobertura do movimento sufragista feminino em Nova York.

Dervla Murphy

Embora hesite em ser rotulada como pioneira, Murphy é uma verdadeira inspiração para mulheres viajantes. Sua jornada se estende por mais de cinco décadas e abrange quase todos os continentes.

Em uma época em que mulheres raramente viajavam sozinhas, a autora se aventurou em rotas pouco exploradas, permeando a sua escrita em um profundo amor pelo imprevisível. Seu primeiro (e mais famoso) livro documenta sua viagem de bicicleta da Irlanda à Índia, em 1963.

Louise Boyd

Muito lembrada por suas extensas explorações científicas no século 20, Boyd se destaca por ser a primeira mulher a sobrevoar o Pólo Norte, em 1955, aos 68 anos. Na Groenlândia e no Ártico, fotografou, pesquisou e coletou centenas de espécimes botânicos, que mais tarde foram catalogados pela American Geographical Society.

Sempre aventureira, ela também cruzou o interior da Polônia como delegada do Congresso Geográfico Internacional de Varsóvia e trabalhou em missões secretas para os EUA durante a Segunda Guerra Mundial.

Gertrude Bell

Se tem uma palavra que define Gertrude Bell é: pioneira. Arqueóloga, linguista e a maior montanhista de sua época, é mais conhecida por seu papel no estabelecimento do estado moderno do Iraque, durante a década de 1920.

Primeira mulher a se graduar em História Moderna pela Universidade Oxford, também foi a primeira a conquistar espaço na inteligência militar britânica e no serviço diplomático. Seu profundo conhecimento e os contatos que adquiriu ao longo de viagens Síria, Mesopotâmia, Ásia Menor e Arábia moldaram a formulação da política imperial britânica.

Annie Smith Peck

Peck foi uma famosa montanhista que estabeleceu vários recordes de alpinismo no século 20. No entanto, sua aclamação no esporte foi quase ofuscada pela indignação causada por seu traje de escalada: calças em vez de saias.

Mas a indignação popular não a desencorajou: ao longo de sua vida, Peck escreveu e deu palestras sobre suas aventuras com o objetivo de estimular mulheres a viajarem, além de demonstrar o seu apoio ao movimento sufragista plantando uma bandeira para defender os votos das mulheres no topo do Monte Coropuna, no Peru. Sua última escalada foi aos 82 anos.

Lady Grace Drummond Hay

Embora não fosse aviadora, Drummond Hay se tornou a primeira mulher a viajar ao redor do mundo em um zepelim. Ela embarcou no primeiro voo transatlântico de passageiros civil em 1928, sendo a única mulher entre 20 viajantes.

Sua reportagem sobre o voo pioneiro foi publicada nos principais jornais e ajudou a cimentar sua carreira de jornalista, frequentemente aclamada por ter contribuído para o glamour da aviação.

No entanto, suas aventuras não pararam por aí: Drummond Hay passou uma década viajando pelo mundo e escrevendo sobre suas experiências. Ela foi correspondente estrangeira na Etiópia e na China e, durante a Segunda Guerra Mundial, foi internada em um acampamento japonês nas Filipinas, onde adoeceu. Ela morreu logo após sua libertação.

Junko Tabei

Montanhista, autora e professora, Junko Tabei foi a primeira mulher a subir o Monte Everest, em 1975. Essa não é a única conquista impressionante da montanhista japonesa, que também é a primeira mulher a ascender todos os Sete Cumes, escalando o pico mais alto de todos os continentes.

Em 1969, Tabei fundou a Joshi-Tohan, equipe de escalada exclusiva para mulheres. No ano seguinte, elas embarcaram em sua primeira expedição, alcançando o cume do Annapurna III por uma nova rota. Foi a primeira ascensão feminina e a primeira japonesa à montanha nepalesa.

Ela também organizou projetos para limpar o lixo deixado no Everest, liderou escaladas anuais ao Monte Fuji para jovens afetados pelo Grande Terremoto do Leste do Japão e escreveu sete livros.

Isabella Bird

Isabella Bird foi uma das globetrotters mais notáveis do século 19. Exploradora, escritora, fotógrafa e naturalista foi a primeira mulher eleita membro da Royal Geographical Society e visitou uma variedade impressionante de destinos ao redor do mundo, puramente por paixão.

Seu amor por viagens despertou após uma depressão. Seu médico a aconselhou a viajar para ajudar no tratamento e assim ela o fez, iniciando sua jornada pelo mundo aos 41 anos, passando por destinos como Índia, Curdistão, Golfo Pérsico, Irã, Tibete, Malásia, Coréia, Japão e China.

Freya Stark

Freya Stark escreveu dezenas de livros sobre suas aventuras – e continua a inspirar exploradores até hoje. Suas viagens a levaram a áreas remotas da Turquia e do Oriente Médio.

Enquanto vivia em Bagdá, Stark explorou e mapeou áreas desconhecidas do mundo islâmico. Foram dessas viagens que surgiram alguns dos mapas precisos da região na época.

Autora de mais de 24 livros de viagens, cobrindo a história local, cultura e contos da vida cotidiana, apesar da idade e das doenças, a britânica nunca parou de viajar. Em 1972 ela foi homenageada como Dame Freya Stark (título honorário concedido cavalaria real do Reino Unido, comandada pela Rainha).

Mary Kingskey

Em uma época em que mulheres não deveriam andar pelas ruas de Londres desacompanhadas, Kingsley explorava partes desconhecidas da África Ocidental sozinha.

Após a morte de parentes de quem ela era obrigada a cuidar, Kingsley ficou livre para iniciar sua volta ao mundo aos 30 anos. Na África, ela subiu de canoa o rio Ogooué e foi pioneira em uma rota para o cume do Monte Camarões, que nunca havia sido tentada por um europeu.

Ela também se tornou a primeira europeia a entrar em partes remotas do Gabão. Em seu livro polêmico, “Travels in West Africa”, Kingsley expressou sua oposição ao imperialismo europeu e defendeu os direitos dos povos indígenas.

Lois Pryce

Ao buscar uma inspiração mais contemporânea, um dos nomes mais conhecidos é o de Lois Pryce. Vestindo um capacete e um hijab (roupas femininas tradicionais do Islã), a autora e cineasta desbravou o Irã sozinha em sua moto.  

As memórias de suas viagens solo de moto pela Américas, África e Irã deram origem a inúmeros livros, além de ter inspirado a criação do Adventure Travel Film Festival, que reúne obras de mulheres viajantes de diversas partes do mundo.

Valentina Tereshkova

Para encerrar essa lista inspiradora, nada melhor do que relembrar a primeira mulher a viajar para o espaço. Tereshkova completou uma missão solo, a bordo do Vostok 6 em 16 de junho de 1963, aos 26 anos.

Durante a missão, ela passou quase três dias no espaço e orbitou a Terra 48 vezes. Embora não fosse piloto, Tereshkova era uma paraquedista experiente e por isso se tornou ideal para o trabalho – já que ela realmente teve que saltar de paraquedas para a Terra depois de ejetar da cápsula como parte da sequência de pouso.

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