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Planejar uma viagem é simples, o extraordinário é construir experiências!

Por que viajar é a melhor forma de aprender

Por Ginny Copestake*

Definitivamente, 2016 não foi dos melhores. Lembro-me do dia que acordei com a notícia da aprovação do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) e a sensação de que o mundo nunca mais seria o mesmo. Em seguida, houve a eleição presidencial americana, que abalou o eixo ainda mais.

Em meio a tudo isto, a destruição contínua do Oriente Médio, desastres naturais cada vez mais frequentes e mudanças climáticas devastadoras fizeram com que 2016 ficasse marcado como o ano em que o mundo mudou para sempre.

Pode até ser uma análise pessimista, eu admito, mas acredito que a maioria das pessoas têm a mesma opinião no mundo inteiro. E todas estas decisões foram tomadas bem diante de nossos olhos, definindo nosso futuro, tornando-nos ainda mais impotentes, imparciais e miseráveis. A insatisfação e o medo do futuro são temas constantes nas conversas com os amigos e tenho certeza de que as pessoas que estão lendo este artigo pensam como eu.  Sinto que estou no meio de um cenário sombrio sem noção do que fazer para mudar este panorama.

Mas é ai que está: há algo que podemos fazer para combater estes sentimentos de impotência e indiferença. E como não poderia deixar de ser, tudo envolve educação. Mas não a que é passada na escola ou na universidade. Refiro-me a tudo que aprendemos em uma viagem, caindo no mundo, quebrando estigmas e julgamentos, descobrindo que ainda há bondade e compaixão em todos os lugares.

Mulheres indianas dançando com trajes típicos

Uma experiência como esta é capaz de abrir a nossa mente e mostrar que o mundo não gira ao nosso redor. Pode parecer meio óbvio, mas o que quero dizer é que uma viagem nos ensina a respeitar o próximo e nos faz enxergar que, apesar de culturas, crenças e religiões distintas, não somos assim tão diferentes. Os problemas que enfrentamos no dia a dia e que basicamente fazem parte da condição humana, como preocupações financeiras, problemas de saúde e de relacionamento, também são frequentes no mundo inteiro, e só temos esta percepção quando viajamos para fora.

 Conhecer uma cultura diferente em um país onde a religião predominante não é familiar é a melhor forma de entender a realidade de cada um, e é exatamente esta compreensão que se transforma em um grande antídoto contra o medo. Os ataques terroristas abalaram nossa sensação de segurança, difundiram uma islamofobia sem precedentes e uma mentalidade do “eu contra eles”.

Somente em Londres, os crimes contra islâmicos praticamente dobraram nos últimos dois anos. No entanto, você já parou para pensar em quem mais sofre com a ação do ISIS e de outras organizações terroristas? Os muçulmanos. Precisamos entender que estes ataques não refletem uma religião como um todo, mas se tratam de atos isolados de uma minoria alimentada por um ódio e maldade que não somos capazes de entender.

Só podemos quebrar este tipo de preconceito perigoso quando conhecemos um país com uma religião diferente da nossa, por exemplo. E foi justamente esta sensação crescente de medo que contribuiu para o cenário político caótico de 2016. Nossos países estão cada vez mais isolados e insulares, quando na verdade, o que mais precisamos agora é exatamente o oposto.

As viagens são uma ótima alternativa, só quando saímos de nossas pequenas bolhas é que abrimos os olhos para o mundo, mudamos nossa percepção de realidade e conhecemos pessoas dispostas a compartilhar o pouco que ainda lhe restam. A sociedade ocidental nos ensina que é preciso ter sempre mais: mais dinheiro, casas maiores, roupas mais bonitas.

Mulher indiana em colheita

Quando visitamos comunidades com quase nada e ainda assim mais felizes do que nós é que paramos para pensar o que realmente queremos para a nossa vida. Sucesso é ter um carro de luxo do ano na garagem, é receber o bônus de Natal, é ter uma bolsa Prada ou é morar em uma casa repleta de família e de amor? Não há uma resposta certa, mas uma viagem com certeza vai fazer você refletir sobre isto.

Enfim, voltado ao meu dilema inicial sobre o que eu, você ou qualquer um de nós podemos fazer para mudar este cenário, espero que a resposta tenha ficado bem clara: viajar. Viajar para si mesmo, para combater mentes fechadas, ignorância e preconceitos e viajar para o planeta, para conhecer as pessoas que não têm esta mesma oportunidade. Desbrave cada canto do mundo, não seja refém do medo porque a hora é agora e precisamos dos nossos vizinhos mais do que nunca.

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*Este artigo foi escrito por Ginny Copestake para o The Travel Project, publicado originalmente pelo blog Six-Two, do Contiki.

 

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