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Conhecer, aprender, aceitar: o olhar de um viajante

Quando saio de casa e fecho o portão, sei que daquele momento em diante tenho que estar preparado para tudo. Tenho que preparar minha mente para aceitar muitas vezes o que até então era inaceitável. 

Costumo dizer que deixo o Rodrigo (nome de batismo) e levo apenas o Baleia (apelido dado devido o envolvimento com pesquisa de mamíferos marinhos). Deixo o Rodrigo, pois é ele que carrega as crenças responsáveis por comparações com a sociedade em que vivo, que levantam muros e perpetuam pré-conceitos. Já o Baleia é meu lado pesquisador e explorador, que aprendeu a observar o mundo natural sem julgamentos com o objetivo de compreendê-lo, aceitá-lo.

Partindo desta lógica, minha relação com viagem acaba sendo um pouco diferente.

Também como Baleia, aprendi que a expectativa que criamos sobre o que vamos encontrar além do horizonte tem a cegueira do presente como terrível consequência. Por vezes ficamos presos a seguir determinados roteiros e deixamos de dar valor ao que encontramos pelo caminho. Pensando desta forma, busco estar aberto para tudo e todos que encontro no caminho. Tenho conhecimento que cada segundo do meu presente deve ser investido no próprio presente. Imprevistos deixam de ser motivo de frustrações e passam a ser momentos únicos para uma nova experiência.

Foto-1-640x1024.jpegPensando assim, me tornei o viajante que sai sem o guia de viagens. Dicas são sempre bem-vindas, mas não costumo segui-las ao pé da letra. Já que não estou indo para uma viagem com objetivo de refazer o caminho já descoberto, vou em busca do meu próprio caminho, das minhas próprias relações. Para falar a verdade, costumo comprar guias de viagem quando estou retornando para casa.

A maioria dos meus post darão poucas dicas de restaurantes, onde ir ou o que fazer. Não quero ser responsável por qualquer frustração, caso o cozinheiro tenha sido demitido tenha brigado com o dono do restaurante justo no dia que você resolveu ir até lá.

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Aqui será mais fácil ler sobre a comida feita pela família do segurança do Museu do Louvre; sobre o dia em que me acordei antes do grupo e mesmo sem saber falar árabe fui conversar com pescadores na costa do Marrocos; sobre as relações que construí com as demais pessoas do grupo que viajei; e, é claro, sobre dicas de fotografia e equipamentos que possam auxiliar no conforto e segurança da sua viagem.

Você também pode conhecer o Marrocos como o Baleia e o Mohamad, saiba mais sobre o programa Intrepid.

Rodrigo Baleia

Rodrigo Baleia

O interesse pela vida vida selvagem vem de tempos para Rodrigo Baleia. Fotojornalista de Porto Alegre, ele foi um dos fundadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul em 1991. Descobrindo a fotografia mais tarde, Baleia começou a documentar outros animais e cenários, cliques que lhe garantiram publicações na National Geographic Brazil, FolhaPress e Reuters TV. Agora, com o STB, Rodrigo se prepara para sua próxima aventura: uma foodtrip pelo Marrocos ao lado do cozinheiro Mohamad Hindi. Junta, a dupla promete um dossiê completo da gastronomia, mas também das paisagens incríveis e da cultura rica desse país africano.

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