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COMO É SER MONITOR DE ACAMPAMENTO NOS ESTADOS UNIDOS

Saiba mais sobre um dos principais programas de trabalho dos EUA

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Está sem tempo para ler? Aperte o play abaixo e saiba como ser monitor de acampamento nos Estados Unidos em áudio:

Não importa o ano no calendário, enfrentar experiências diferentes é uma resolução atemporal. É nesse mood que muitas pessoas acabam descobrindo o programa Monitor de Acampamento nos Estados Unidos, opção pouco conhecida e muito interessante para quem quer viver uma experiência de trabalho no exterior.

Conhecido como Camp Counselor, o programa recruta candidatos com idades entre 18 e 30 anos para passarem até dez semanas trabalhando em acampamentos de férias nos Estados Unidos. Entre seus benefícios está remuneração de até USD 1800 e o Grace Period, que corresponde a um mês de férias para viajar pelos Estados Unidos ao final do programa.

Monitor de Acampamento nos Estados Unidos: a experiência da Camila

Viver uma experiência diferente foi o que motivou a estudante Camila Rhoden, 19 anos, a escolher esse tipo de intercâmbio. “Minha intenção era fazer um curso de inglês no exterior, mas quando conheci o programa Monitor de Acampamento me apaixonei. Esqueci na hora outras opções e comecei o meu processo de application”, conta. É muito simples se candidatar para ser Monitor de Acampamento nos Estados Unidos.  Entre os pré-requisitos mais importantes está ter inglês avançado e experiência com crianças e adolescentes. No site do STB, você encontra mais informações sobre o programa.

Ao ser escolhida para trabalhar em um acampamento luterano na região de Spicer, Minnesota, Camila afirma que a sua vida mudou completamente.  “É inevitável ficar com um friozinho na barriga ao chegar sozinha em um país diferente. O medo de não me adaptar a cultura, ao trabalho ou até mesmo de não fazer amigos quase tomou conta de mim. Mas isso passou e logo fiz várias amizades. Hoje, vejo que aprendi muito e que tudo valeu a pena. É impossível explicar o quanto é gratificante ver o sorriso dos campers ou ouvi-los dizendo o quanto você fez do verão deles melhor.”

Após duas semanas de treinamento, onde aprendeu sobre as regras e particularidades do programa, a estudante já estava pronta para colocar os seus conhecimentos em prática.  “O dia a dia era bem puxado. Acordava todo dia às 7 da manhã para iniciarmos as atividades do dia. O período depois do almoço era dedicado às brincadeiras e, durante a noite, fazíamos fogueira e ficávamos juntos comendo os famosos s’mores.”

Camila conta que um dos principais desafios foi aprender as brincadeiras típicas dos Estados Unidos. “Demorei a me adaptar à maneira como eles brincavam. Até o pega-pega era diferente. Mas passar 24 horas com crianças te faz voltar no tempo. Quando você menos espera está rindo das mesmas piadas que eles”, diverte-se.

Além de ter sido monitora de crianças e adolescentes com idades entre cinco e 17 anos, Camila também teve a oportunidade de participar de um acampamento para adultos com deficiência. “Durante essa semana chamada Camp Joy, tive a oportunidade de trabalhar com adultos com deficiência mental, o que me fez repensar diversos aspectos da minha vida e amadurecer muito”, conta.

A estudante diz que o cansaço físico é inevitável, mas que a energia das crianças é o gás que motiva os monitores a seguirem com disposição. “O carinho que os monitores recebem é reconfortante de uma maneira inacreditável. Inclusive, teve um dia que eu estava super homesick. Minhas campers perceberam e me deram um abraço coletivo. Parece mentira, mas aquele abraço recarregou minhas energias mais do que qualquer tempo de sono.”

O trabalho no acampamento era intercalado com períodos para descanso e também prevê alguns finais de semanas livres. “Nos finais de semana, meus amigos me levavam para conhecer a cidade e os arredores. Fiz muitos amigos durante o programa e esse foi um dos fatores mais incríveis. No dia a dia corrido, são os amigos que te mantém sã. Muitos dos meus amigos eram estrangeiros de lugares como África do Sul, Espanha e Nova Zelândia e já temos planos de nos reencontrar.”

“Aprendi muita coisa mesmo durante esse período, desde coisas pequenas como ser responsável pelos meus documentos e lavar as minhas roupas até coisas mais significativas como maturidade, responsabilidade e respeito ao próximo”, diz Camila, que afirma ter ainda voltado com uma bagagem cultural imensa. “Voltei de lá com muitos hábitos americanos e muitos conhecimentos novos, não só de inglês, mas lições de vida que aprendi com meus colegas de trabalho e com vários amigos que vou levar para sempre. Essa foi, de longe, a melhor experiência que eu já vivi.”

Ficou interessadx em saber mais sobre o programa Monitor de Acampamento e está pensando em viver uma experiência como a da Camila? Fale com o STB!

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