O intercâmbio deixou de ser sinônimo de um único destino. Canadá, países asiáticos e outras regiões do mundo estão ganhando cada vez mais espaço entre brasileiros que planejam estudar no exterior.
Durante muito tempo, o roteiro do intercâmbio para brasileiros tinha um destino quase certo: os Estados Unidos. A referência cultural, a força do inglês americano e o prestígio das instituições de ensino consolidaram o país como o grande polo da educação internacional.
Mas esse cenário está mudando, e os números comprovam. Segundo levantamento do STB, o número de estudantes brasileiros enviados ao Canadá cresceu 48% em 2025. No mesmo período, os Estados Unidos registraram uma queda de 11%. E a Ásia avançou 30%, refletindo uma diversificação inédita nos destinos escolhidos.
O que está por trás dessa virada?
O Canadá no topo das escolhas
O crescimento do Canadá não é por acaso. O país passou a oferecer um conjunto de fatores que fazem sentido tanto no papel quanto na prática:
- Política migratória mais transparente e previsível
- Possibilidade de trabalhar durante e após os estudos
- Opção de levar cônjuge e filhos
- Custo de vida e educação mais acessíveis do que nos EUA
- Alta qualidade das instituições de ensino
Um dos diferenciais mais valorizados é o PGWP (Post-Graduation Work Permit), que permite ao estudante permanecer no Canadá para trabalhar após concluir um curso elegível. Esse tipo de oportunidade transforma o intercâmbio em algo muito maior do que um curso de idioma, ele passa a fazer parte de um projeto de vida.
O Canadá oferece opções de intercâmbio com uma moeda geralmente mais acessível e programas que permitem equilibrar estudo, trabalho e planejamento familiar.
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A Ásia entra no mapa do intercâmbio
Se o Canadá cresce pela previsibilidade, a Ásia avança pelo apelo de inovação e novas oportunidades acadêmicas.
Países como China, Japão, Coreia do Sul e Singapura vêm ampliando sua oferta de cursos de idiomas e de programas em áreas que estão em alta no mercado global:
- Inteligência Artificial
- Tecnologia Verde
- Arquitetura Sustentável
- Engenharia
- Agronegócio
Além da excelência acadêmica, a região tem atraído estudantes pelo custo: estudar na Ásia pode ser cerca de 15% mais barato do que nos Estados Unidos, dependendo do país e do programa.
Há ainda um componente cultural crescente nessa escolha. O interesse por idiomas como mandarim, japonês e coreano aumentou significativamente, impulsionado tanto por oportunidades profissionais quanto pela influência cultural da região, do K-pop à culinária, passando pela tecnologia.
O intercâmbio virou estratégia de carreira
Uma das mudanças mais importantes não está no destino, mas no perfil de quem vai.
Segundo dados do STB, os programas de graduação, pós-graduação e especialização no exterior cresceram 21% em 2025. Isso significa que cada vez mais pessoas estão olhando para o intercâmbio como parte de um plano maior, e não apenas como uma experiência de curto prazo.
A faixa etária dos intercambistas também se ampliou. Se antes o público predominante tinha entre 14 e 25 anos, hoje o intervalo vai de 18 a 35 anos, com casos que ultrapassam essa faixa. Engenheiros, profissionais de tecnologia e executivos estão buscando especialização em áreas emergentes para se reposicionar no mercado.
O intercâmbio deixou de ser uma pausa na carreira. Virou parte da estratégia.
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E os Estados Unidos?
Apesar da queda, os EUA seguem como principal destino em números absolutos. A diferença é que o domínio já não é mais absoluto.
A mudança reflete também uma preocupação crescente com segurança e estabilidade. Famílias e estudantes estão avaliando o cenário geopolítico e regulatório dos países antes de decidir. Essa lógica tem favorecido destinos percebidos como mais estáveis e acolhedores para estudantes internacionais.
Austrália, Nova Zelândia e países europeus também ganham espaço, especialmente para quem busca equilíbrio entre custo e qualidade acadêmica. O resultado é um mercado mais diversificado e mais estratégico.
Como escolher o seu destino?
Com tantas opções em alta, a pergunta não é mais “onde todo mundo vai?”, mas sim: o que faz sentido para você?
Algumas perguntas que ajudam a orientar essa decisão:
- Qual é o seu objetivo com o intercâmbio?
- Você quer estudar, trabalhar ou os dois?
- Quanto tempo você pretende ficar fora?
- Qual é o seu orçamento?
- Você planeja levar a família?
A partir dessas respostas, o destino certo fica muito mais claro. E contar com o apoio de especialistas pode ajudar a transformar interesse em planejamento real.
Se você quer entender melhor as possibilidades, seja no Canadá, na Ásia ou em qualquer outro destino, converse com um especialista do STB e monte um plano personalizado para o seu momento.
FAQ | O mapa do intercâmbio está mudando
O Canadá é realmente mais barato do que os Estados Unidos para fazer intercâmbio?
Em geral, sim. O Canadá oferece opções mais acessíveis, com moeda geralmente mais favorável e programas que permitem trabalhar durante os estudos, o que ajuda a equilibrar o investimento.
Quais cursos estão em alta para intercâmbio na Ásia?
As áreas com maior crescimento são Inteligência Artificial, Tecnologia Verde, Engenharia, Arquitetura Sustentável e Agronegócio. Países como Japão, Coreia do Sul, China e Singapura têm ampliado a oferta de cursos nessas áreas com aulas de idiomas.
Preciso falar outro idioma para fazer intercâmbio na Ásia?
Não necessariamente. Muitas universidades asiáticas oferecem programas inteiramente em inglês. Aprender o idioma local é um diferencial, mas não é um pré-requisito para a maioria dos cursos.
O que é o PGWP e por que ele é importante?
O PGWP (Post-Graduation Work Permit) é uma autorização que permite ao estudante permanecer no Canadá para trabalhar após concluir um curso elegível. É um dos principais atrativos do país para quem quer unir formação acadêmica com experiência profissional internacional.
Posso levar minha família durante o intercâmbio no Canadá?
Sim. O Canadá permite que o cônjuge acompanhe o estudante e trabalhe legalmente no país. Filhos também podem ser matriculados em escolas locais, o que torna o programa viável para diferentes momentos de vida.
O intercâmbio no Canadá vale a pena para quem já tem carreira estabelecida?
Vale, e muito. O perfil de quem vai mudou: hoje, engenheiros, profissionais de tecnologia e executivos buscam especialização no exterior para se reposicionar no mercado. Programas de pós-graduação e especialização cresceram 21% em 2025.
Como escolher entre Canadá, Ásia e outros destinos?
A escolha ideal começa pelo seu objetivo, não pelo destino. Defina se você quer aprender um idioma, se especializar, trabalhar durante os estudos ou levar a família. Com essas respostas em mãos, fica muito mais fácil encontrar o país e o programa certos para o seu momento.